Gabigol e como nascem os ídolos

Não sabemos, ainda, qual será o tamanho da representatividade do Gabigol para o Flamengo, no futuro. O que temos de concreto é que ele possui contrato com o clube até dezembro de 2019. Neste início, os números são bons e a rápida adaptação do atacante surpreende torcida e analistas.

Reconheço que, quando anunciada a sua contratação, fui bastante crítico por não enxergá-lo como o craque que alguns jornalistas o definiam. Continuo com a mesma opinião e, na época, não o teria contratado. Hoje, Gabriel está queimando minha língua. E, como rubro-negro, torço para que continue assim. Principalmente, no jogos da Libertadores que é o maior desejo do clube e dos torcedores.

Deixando de lado a análise de desempenho, é muito bom ver a identificação do atacante com a torcida. A dancinha do “Nego Ney”, o novo meme da internet, é típica de um jogador que está se sentindo em casa. É a cara do Flamengo. E o melhor de tudo é a receptividade do jogador com o menino protagonista do vídeo que viralizou, nos últimos dias. Ídolos nascem assim. Em geral, a torcida exige, em primeiro lugar, dedicação dentro de campo e respeito à camisa e à sua gente. Há vários atletas que passaram pela Gávea e não conquistaram grandes títulos. Porém, têm a admiração dos rubro-negros por terem honrado o Manto. No caso do atual camisa 9, o ano mal começou e ele já foi adotado pelos torcedores.

Em uma semana onde, novamente, tivemos notícias de dois brasileiros sendo vítimas de racismo no futebol, as imagens do encontro entre Gabigol e o “Nego Ney” são um alento. E que sirvam de exemplo para jogadores de todos os clubes. Afinal, precisamos muito mais de ações do que, apenas, bons discursos. Algo que quase todos fazem bem.

O esporte é sinônimo de respeito, saúde, entretenimento e alegria. Parabéns, Gabriel e Flamengo!

*Crédito imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

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